Perguntas de escopo
Esta diretriz se aplica se você responder sim a:- Seu evento tem alguma equipe (voluntários, funcionários ou trabalhadores terceirizados) que vai interagir com os participantes?
Diretrizes de implementação
Práticas específicas do evento
Contratação e treinamento- Sempre que possível, contrate pessoas com experiência de trabalho com a comunidade de pessoas com deficiência.
- Antes do evento, treine toda a equipe de atendimento ao público e os palestrantes sobre etiqueta em relação à deficiência.
- Informe a equipe sobre as interações que ela pode ter na estação designada e sobre as estratégias e recursos que usará para manter a experiência inclusiva.
- Para estações com equipamentos ou recursos acessíveis, garanta que a equipe saiba usar esse equipamento, ativar os recursos e identificar situações em que eles são relevantes.
- Forneça à equipe informações sobre como os convidados com deficiência podem deixar comentários sobre o evento.
Etiqueta em relação à deficiência: geral
- Usar linguagem com foco na pessoa (“uma pessoa com deficiência visual”) ou com foco na identidade (“um deficiente visual”) é uma escolha pessoal. Sempre use a linguagem que a pessoa prefere. Quando ainda não souber, use por padrão a linguagem com foco na pessoa.
Algumas comunidades tendem a preferir a linguagem com foco na identidade. Muitas pessoas surdas preferem “Surdo”, e o mesmo acontece em partes da comunidade autista. Sempre que possível, não presuma: pergunte.
- Nunca presuma nem assuma o controle. Peça permissão antes de ajudar, tocar em recursos de mobilidade ou oferecer apoio. Respeite a independência e o espaço pessoal.
- Trate as pessoas com deficiência como iguais. Evite tons condescendentes ou de pena. Reconheça pontos fortes e conquistas.
- Respeite os limites pessoais: não toque nem se apoie em cadeiras de rodas, bengalas ou animais de serviço sem permissão explícita.
- Seja aberto e flexível. Cada pessoa tem necessidades únicas.
- Use terminologia respeitosa. Em caso de dúvida, pergunte como a pessoa prefere ser chamada.
- Inclua as pessoas com deficiência em conversas, atividades e decisões.
- Concentre-se nas habilidades, nos interesses e nas experiências da pessoa, não na deficiência dela.
- Demonstre interesse genuíno e respeito pelos pensamentos e opiniões dela.
- Pergunte se a pessoa precisa de assistência; respeite a resposta e seja criativo quando a ajuda for bem-vinda.
Deficiências físicas
- Respeite o espaço pessoal de usuários de cadeira de rodas e de pessoas com deficiência motora fina. Não se apoie na cadeira nem toque nos dispositivos delas sem permissão.
- Ao conversar com alguém em uma cadeira de rodas, posicione-se na altura dos olhos da pessoa.
- Reserve mais tempo para as tarefas. Não apresse.
- Esteja ciente de qualquer tecnologia assistiva ou dispositivo em uso e respeite-os, pois são essenciais para a independência.
Deficiências visuais
- Apresente-se e apresente outras pessoas ao se aproximar. Use pistas verbais para indicar presença e posição.
- Pergunte educadamente se é necessária ajuda. Respeite as recusas. Se a ajuda for aceita, ofereça o braço para guiar ou pergunte como a pessoa prefere ser guiada.
- Use linguagem descritiva para direções e disposição do ambiente: pontos de referência, distâncias, obstáculos.
- Descreva verbalmente os elementos visuais: recursos de apoio, gráficos, painéis.
- Cães-guia estão trabalhando: não os distraia nem os acaricie sem permissão. Fale com a pessoa, não com o cão.
- Use posições do relógio para indicar direções (“a porta está às 12 horas”).
- Avise sobre obstáculos, como degraus ou objetos pendurados baixos, e ofereça ajuda para se locomover.
- Forneça descrições detalhadas de pessoas, objetos e ações que acontecem ao redor de um convidado cego.
- Não mova objetos pessoais ou recursos de mobilidade sem permissão.
Deficiências auditivas
- Chame a atenção da pessoa antes de falar; um aceno para estabelecer contato visual funciona bem.
- Fique de frente para ela, com iluminação clara no seu rosto. Se houver um intérprete de língua de sinais, dirija-se à pessoa, não ao intérprete.
- Fale com clareza e em ritmo natural. Não articule demais, não exagere nem grite, pois isso distorce os movimentos dos lábios.
- Use expressões faciais, gestos e linguagem corporal como pistas visuais, sem exageros.
- Garanta que a iluminação favoreça a leitura labial. Evite ficar com luz de fundo atrás do seu rosto.
- Use anotações escritas, diagramas ou outros recursos visuais para complementar a fala.
- Seja paciente. Dê tempo para processar e responder. Não interrompa nem termine as frases.
- Pergunte sobre o modo de comunicação preferido (leitura labial, língua de sinais, aparelhos auditivos ou implantes cocleares) e adapte-se.
- Se algum de vocês não tiver certeza de que entendeu, peça esclarecimentos e encontre métodos que funcionem para ambos.
Deficiências de fala
- Seja paciente e dê atenção total. Deixe a pessoa se expressar sem interrupções.
- Mantenha contato visual.
- Use pistas não verbais, como acenar com a cabeça e sorrir, para mostrar que está acompanhando.
- Deixe a pessoa terminar as próprias frases.
- Faça perguntas abertas de esclarecimento quando não entender.
- Esteja aberto a métodos alternativos de comunicação, como dispositivos de comunicação aumentativa e alternativa (CAA), língua de sinais ou anotações escritas.
- Não faça suposições cognitivas com base na fala.
- Comunique-se no ritmo da pessoa. Concentre-se na mensagem, não na articulação.
Deficiências cognitivas
- Seja paciente e dê atenção total. Deixe a pessoa se expressar sem interrupções.
- Mantenha contato visual.
- Use pistas não verbais, como acenar com a cabeça e sorrir, para mostrar que está acompanhando.
- Faça perguntas abertas de esclarecimento quando não entender.
- Esteja aberto a métodos alternativos de comunicação, como dispositivos de CAA, língua de sinais ou anotações escritas.
- Não faça suposições cognitivas com base na forma como alguém se comunica.
- Comunique-se no ritmo da pessoa. Não interrompa, não corrija em excesso nem complete frases.
